Progressões Harmônicas

A música tonal usa freqüentemente clichês harmônicos chamados de Progressões Harmônicas. As progressões mais comuns são:
IV – V – I
A cadência típica de estabelecimento da tonalidade: subdominante – dominante – tônica.
maior: IV – V7 – I ex. em Dó maior : F – G7 – C
menor iv – V7(b9) – i ex. em Dó menor : Fm – G7b9 – Cm

II – V – I
O II passou a ser usado em substituição do IV na função subdominante. A razão para isto é o movimento de quarta justa ascendente, que é a sua tendência natural. A progressão anterior continua a ser usada, especialmente em música popular, mas o II-V-I passou a ser o padrão da cadência do Jazz.
maior: IIm – V7 – I ex. em Dó maior : Dm – G7 – C
menor: IIm7(b5) – V7(b9) – i ex. em Dó menor : Dm7(b5) – G7(b9) – Cm

I – VI – II – V
Mantendo a tendência do baixo de subir uma quarta justa, pode-se colocar o sexto grau prepararando o II, resultando neste outro clichê harmônico, tão usual. O sexto grau, que é menor, pode ser substituido por um acorde dominante, funcionando como o V7/II (V7 do II seguinte, no exemplo em Dó, A7 é dominante do Dm)
maior: I – VIm – IIm – V7 ex. em Dó maior : C – Am – Dm – G7
maior: I – VI7 – IIm – V7 ex. em Dó maior : C – A7 – Dm – G7

IV – iv – I
Chama-se cadência plagal sempre que um acorde de função subdominante resolve para a tônica. As cadências plagais são muito usadas, principalmente no refrão da música. Normalmente entre o quarto grau e a tônica surge o quarto grau menor de sexta. Este acorde pode ainda surgir disfarçado num bVII7(9), pois tem as mesmas notas que o Fm6. É conhecido como o backdoor dominant, pois também resolve para a tônica, um tom acima.
O quarto grau pode ainda ser preparado pelo V7/IV, neste caso um I7.
maior: IV – IVm – I ex. em Dó maior : F – Fm – C
maior: IV – IVm6 – I ex. em Dó maior : F – Fm6 – C
maior: IV – bVII7(9) – I ex. em Dó maior : F – Bb7(9) – C
maior I7 – IV – IVm6 – I ex. em Dó maior : C7 – F – Fm6 – C
menor: IVm – IVm6 – i ex. em Dó maior : Fm – Fm6 – Cm
menor: IVm – bVII7(9) – i ex. em Dó menor : Fm – Bb7(9) – Cm

Acordes Dominantes

Acordes Dominantes sem alterações e alterados.

Os acordes dominantes sem alterações são: X7, X7(9), X7(13), X7(9,13), Xsus4, etc. Estes acordes tem tensões naturais, suas notas são as mesmas utilizadas nas escalas dos acordes que formam o campo harmônico onde ele está inserido.
Os acordes dominantes alterados têm suas tensões ajustadas conforme a necessidade harmônica ou gosto do arranjador. Os acordes dominantes alterados podem ter tensões b9, #9, #11 ou b5, #5 ou b13.

Sobreposição de tríades sobre acordes dominantes.

1) X7 sem alterações (C7, C7(9), C7(13), C7sus4)
Para esses acordes podemos usar:
– tríade de C maior -C,E, G, respectivamente a T, 3M e 5J do acorde;
– tríade de Bb maior – Bb,D,F , respectivamente a 7m, 9 e 11 do acorde;
– tétrade de Gm7 – G,Bb,D e F , respectivamente a 5j,7m,9 e 11 do acorde.

2) Dominantes alterados (C7(b9), C7(#9), C7(#11), C7(b13), etc.)Algumas sobreposições interessantes:
– tríade de Cmaior – C, E, G (T,3M e 5J)
– tríade de Dmaior – D, F# e A ( 9, #11 e 13)
– tríade de Gb maior – Gb, Bb e Db (#11, 7m e b9)
– tríade de Ab maior – Ab, C, Eb (b13, T e #9)
– tríade de Eb maior – Eb, G, Bb (#9, 5J e 7m)
– tríade de A maior -A, C# (Db), E (b9, 13, 3M)
– tétrade de Bb m7(b5)- Bb,Db,Fb e Ab (7m,b9,3M e b13)
– tétrades Db , E, G e Bb diminutas -Db, E, G e Bb (b9, 3M, 5J e 7m)

Escala Maior

Uma escala corresponde a uma série de notas organizadas de acordo com uma seqüência de intervalos.

A escala maior é o padrão utilizado para o fornecimento das notas que serão usadas nos acordes e na melodia de nossas músicas. Ela serve como parâmetro para criação de outras escalas e acordes.

A escala de Dó Maior é considerada como padrão, uma vez que não existe alteração em suas notas. Analisando seus intervalos teremos o seguinte padrão:

DO tomtom MI semitomtom SOL tom tom SI semi∩tom DÓ

A escala maior estabelece uma ordem e propõe uma hierarquia para as notas. Esta ordem é codificada com algarismos romanos e é chamada de graus.

I ∩ II ∩ III ∧ IV ∩ V ∩ VI ∩ VII ∧ VIII

Cada grau recebe um nome específico. Trataremos apenas dos mais importantes.

Tônica – Ocupa o primeiro grau (I) de uma escala.

Subdominante – Ocupa o quarto (IV) grau de uma escala

Dominante – Ocupa o quinto (V) grau de uma escala.

Sensível – Ocupa o sétimo grau de uma escala.

Observações importantes

Para construir escalas maiores em outros tons, basta utilizar os intervalos vistos em na escala de Dó e fazer as devidas alterações com sustenidos (#) ou bemóis (b).

Uma escala maior não tem acidentes misturados, ou seja, sustenidos misturados com bemóis.

As escalas maiores que partem de notas naturais, evoluem em um ciclo de quintas ascendentes e são acidentadas com sustenido no sétimo grau, com exceção do Fá maior.

Fá maior dá origem às escalas que acidentam com bemóis. As notas evoluem em um ciclo de quartas ascendentes e ganham bemóis no quarto grau.

Intervalos

A distância entre duas notas musicais pode ser medida pela quantidade de tons e semitons existentes entre estas notas. O efeito sonoro desta distância é chamado de intervalo.

Classificação dos intervalos

Os intervalos podem ser classificados da seguinte maneira:

Simples – Quando a distância entre as duas notas não ultrapassa uma oitava

Composto – Quando a distância entre as duas notas ultrapassa uma oitava

Harmônico – Quando as duas notas são tocadas ao mesmo tempo.

Melódico – Quando uma nota é tocada após a outra.

Os intervalos melódicos podem ser ascendentes (do grave para o agudo) ou descendentes (do agudo para o grave).

Identificação dos intervalos

Nome – É um atributo fixo que indica a quantidade de nomes identificados entre as duas notas envolvidas.

Qualidade – É um atributo móvel que depende da quantidade de tons e semitons existentes entre as duas notas envolvidas.

Na escala maior os intervalos ascendentes em relação à tônica são todos de qualidade maior ou justa. Isto serve para definir as qualidades dos intervalos e suas possíveis variações.

Qualidades possíveis

Os intervalos de quarta, quinta e oitava podem ter qualidade justa, aumentada ou diminuta.

Os intervalos de segunda, terça, sexta, e sétima podem ter qualidade maior, menor, aumentada e diminuta, sendo que as duas últimas pouco usadas.

Observações importantes

O sentido do intervalo é um fator importante para sua identificação. Quando invertemos um intervalo, o nome muda e, com exceção da justa, a qualidade se inverte. Ex: Uma 3ª maior ascendente será uma 6ª menor descendente.

Para identificar intervalos que ocorrem entre notas acidentadas (# ou b), convém imaginar como seria o intervalo sem os acidentes e depois verificar como o acidente interfere em sua classificação.

Para identificar um intervalo composto, basta imaginar a distância relativa a um intervalo simples e somar sete notas.

Dicas de estudo para guitarristas

dicaSão dicas para desenvolvimento técnico que aprendi na Musiarte com o professor Isidoro Kutino.
Esta lista deve ser estudada diariamente.

  1. Toque escala maior pelo ciclo das 4as, usando as cinco posições;
  2. O exercício 1 usando patterns. Procure ver os graus que correspondem às notas que você está tocando. Veja o lugar de cada nota antes de tocá-las;
  3. Toque arpejos maiores em posição pelo ciclo das 4as;
  4. Toque arpejos dominantes em posição pelo ciclo das 4as;
  5. Toque arpejos menores em posição pelo ciclo das 4as;
  6. Toque escalas pentatônicas;
  7. Toque frases em vários tons;
  8. Toque escalas menores;
  9. Toque harmonia usando tétrades;
  10. Tire músicas e frases de ouvido procurando reconhecer posições, notas utilizadas, etc., e toque estas frases em outros tons e outras posições.

Formação de Acordes

Quando três ou mais sons são tocados simultaneamente ou sucessivamente (arpejo) produzem acordes. Os acordes comuns são construídos a partir de terças superpostas criando assim acordes com três ou quatro sons, tríades e tétrades consecutivamente.

Qualidade das tríades

Existem quatro possibilidades para as tríades. Essas possibilidades são determinadas pela qualidade dos intervalos das notas que formam o acorde. São elas:

Maior – X

T – 3M – 5J

Menor – Xm

T – 3m – 5J

Aumentada – X(#5)

T – 3M – 5 aum

Diminuta – Xº

T – 3m – 5 dim

Qualidade das tétrades

A construção das tétrades é baseada na formação das tríades. A nota acrescentada à tríade para criar um acorde de quatro sons, forma um intervalo de sétima em relação à fundamental do acorde. A sétima pode ser de qualidade maior, menor e diminuta.

Maior com sétima maior – X7M

T – 3M – 5J – 7M

Maior com sétima menor – X7

T – 3M – 5J – 7

Maior com sétima menor e quinta aumentada – X7(#5)

T – 3M – 5 aum – 7

Menor com sétima menor – Xm7

T – 3m – 5J – 7

Menor com sétima maior – Xm (7M)

T – 3m – 5J – 7M

Menor com sétima menor e quinta diminuta – Xm7(b5) ou X

T – 3m – 5 dim – 7

Diminuta –X°

T – 3m – 5 dim – 7 dim

Função Harmônica

A função harmônica é a posição que se dá ao acorde dentro do campo harmônico.

Função Tônica: Possui características de conclusão.

O principal acorde é o primeiro grau do campo harmônico que também pode ser substituído pelos VI e III graus.

 

Função Subdominante: Possui características  de  um acorede meio “tenso” porque está entre as funções Tônica e Dominante.

O principal acorde é o IV grau, e pode ser substituído pelo II grau.

Função Dominante: Possui características de grande tensão.

O principal acorde é o V grau, podendo ser substituído pelo VII grau.

 

Resumo

I7M – função tonica

IIIm7 – função tônica/dominante

VIm7 – função tônica 

IIm7 – função subdominante

IV7M – função subdominante 

V7 – função dominante

VIIm7 (b5) – função dominante

Progressão Coltrane

John Coltrane, por meio de composições originais como “Giant Steps” e “Countdown”, do álbum Giant Steps, e arranjos de standards como “But Not For Me” no álbum My Favorite Things, ficou conhecido por usar uma progressão particularmente complexa que é geralmente chamada de progressão Coltrane, embora ele não tenha sido o primeiro ou único músico a fazer uso delas.

A característica básica da progressão Coltrane é o movimento de tonalidade por terças maiores. A progressão de “Giant Steps” é a seguinte: 

|| Bmaj7D7| Gmaj7Bb7 | Ebmaj7| Am7D7|| Gmaj7Bb7 |Ebmaj7 F#7 | Bmaj7| Fm7Bb7|| Ebmaj7 |Am7D7| Gmaj7|C#m7F#7|| Bmaj7|Fm7Bb7 | Ebmaj7| C#m7F#7||
O primeiro centro tonal aqui é o Si, depois Sol, em seguida Mi Bemol, e ele continua a mover-se em ciclo por essas três tonalidades, que estão a uma terça maior de distância.

Coltrane conseguiu desenvolver essa idéia de várias maneiras. Por exemplo, ele a usou como um substituto para uma progressão ii-V normal. A progressão de “Countdown” é baseada por alto na progressão da composição de Miles Davis chamada “Tune-up”. Essa música começa com a seguinte progressão de quatro compassos:

| Em7| A7| Dmaj7| Dmaj7 |,

que é uma manjada progressão ii-V-I em Ré Maior. Os primeiro quatro compassos de “Countdown” são:

| Em7 F7 | Bbmaj7 Db7 | Gbmaj7 A7 | Dmaj7 |.

Coltrane começa com o mesmo acorde ii, e depois modula para o acorde de sétima da dominante meio-tom acima. A partir daí, ele inicia o ciclo de terças maiores, passando do tom Si Bemol para Sol Bemol e voltando finalmente a Ré. Os quatro compassos seguintes da música são idênticos harmonicamente, exceto que estão baseados num ii-V em Dó; os quatro compassos seguintes são a mesma coisa em Si Bemol.Solar sobre uma progressão Coltrane pode ser um desafio, já que o centro tonal aparente muda tanto. Não dá para simplesmente tocar uma única escala diatônica sobre vários compassos. As músicas geralmente são tocadas em andamentos rápidos, e também é fácil cair na armadilha de não se tocar nada além de arpejos que delineiem os acordes. Você precisa tentar ficar bastante atento e se lembrar de tocar melodicamente quando estiver solando sobre uma progressão tão complexa como é a progressão Coltrane.

Se você quiser saber mais, deixe o seu comentário.

 
 
 

 

Progressão “I Got Rhythm”

 

A música “I Got Rhythm”, de George Gershwin, é a fonte de uma das progressões harmônicas mais populares da era do bebop, perdendo somente para a progressão de blues. Essa forma é chamada pelos músicos de jazz simplesmente de progressão Rhythm (em inglês, “Rhythm changes”). Como acontece com a progressão de blues, há muitas possíveis variações sobre a progressão Rhythm. A maioria das músicas baseadas na progressão Rhythm é tocada no tom Si Bemol, e em andamentos muito rápidos, geralmente bem acima de 200 batimentos por minuto. Essas músicas têm uma forma AABA de 32 compassos baseada na seguinte progressão de acordes: Continue lendo “Progressão “I Got Rhythm””

Progressão Blues

O termo “blues” é um tanto sobrecarregado, descrevendo tanto um estilo geral de música e uma categoria mais específica de progressões harmônicas, como também seu sentido coloquial de um sentimento de tristeza ou melancolia, como na frase “I’ve got the blues” (Estou triste). O blues como um estilo tem uma rica história que está além do escopo desta Introdução. A forma básica de blues de 12 compassos foi mencionada anteriormente. Em sua forma original, ainda tocada geralmente na música rock e R&B, somente três acordes são usados: o acorde I, o acorde IV, e o acorde V. A progressão básica do blues é a seguinte: Continue lendo “Progressão Blues”

Tonalidade Maior e Menor

Tonalidade Maior  

Numa tonalidade maior, a progressão ii-V-I consiste de um acorde de sétima menor, um acorde de sétima da dominante, e um acorde de sétima maior. As primeiras escolhas de escala que você aprendeu para esses acordes são a dórica, a mixolídia, e a maior. No tom Dó, os acordes são Dm7 – G7 – Cmaj7, e as escalas associadas serão então Ré Dórico, Sol Mixolídio, e Dó Maior.

Percebemos que as três escalas derivam do tom Dó Maior. Por isso, quando você vir uma progressão ii-V numa tonalidade maior, pode tocar a escala maior do acorde I em toda a progressão. Isso facilita as linhas de encadeamento dos acordes desta progressão. Quando os acordes de uma progressão pertencem a um mesmo tom, podemos chamá-la de progressão diatônica.

Embora seja fácil tocar sobre progressões diatônicas, elas podem rapidamente ficar maçantes, já que você está tocando as mesmas sete notas durante um grande período de tempo. Você pode adicionar um pouco de variedade usando uma das outras escalas associadas com cada acorde, como Sol Dominante Alterado e Dó Lídio.

A maneira mais comum de aumentar o interesse numa progressão ii-V é alterar o acorde da dominante (V). Geralmente a alteração já vai estar especificada para você, mas mesmo quando não estiver, você geralmente, tem a liberdade de acrescentar alterações a acordes da dominante. Ajuda se o solista e os acompanhantes estiverem tocando as mesmas alterações, mas isso nem sempre é prático quando se improvisa, a menos que seu acompanhante tenha ouvidos incríveis e consiga notar as alterações que você estiver fazendo! No tom de Dó, você pode substituir o acorde G7 por um G7#11, um G7alt, um G7b9b5, ou um acorde G7#5, os quais ainda preenchem a função de dominante em Dó, mas implicam escalas diferentes. Por exemplo, se você escolher G7#11, a progressão então vira Ré Dórico, Sol Lídio Dominante, Dó Maior.

Outra alteração possível à dominante é chamada de substituição pelo trítono. Isso significa substituir o acorde da dominante por um acorde de sétima da dominante a um trítono de distância. No tom de Dó, isso significa substituir o G7 por um Db7. Pode parecer estranho, mas há alguns motivos muito bons pelos quais isso funciona. A terça e a sétima de um acorde são as duas notas mais importantes na definição da sonoridade e da função de um acorde. Se você olhar um acorde Db7, verá que ele contém Ré Bemol, Fá, Lá Bemol, e Si, que são respectivamente b5, 7, b9, e a 3 de um acorde G7. A terça e a sétima do acorde G7 (Si e Fá) tornam-se a sétima e a terça do acorde Db7. Assim, o Db7 é muito similar a um acorde G7b9b5 em sonoridade e função. Além disso, a resolução melódica de Ré Bemol para Dó no baixo é muito forte, funcionando quase como um tom de passagem. Uma vez que você tenha feito a substituição do acorde, pode então tocar qualquer escala associada com o acorde Db7, por exemplo, resultando numa progressão de Ré Dórico, Ré Bemol Mixolídio, Dó Maior. Usar uma outra escala que não a mixolídia vai gerar algumas coisas surpreendentes. Tente uma escala Ré Bemol Lídia Dominante, que implica um acorde Db7#11 para a dominante substituta. Parece ou soa familiar? É o que deve, porque as escalas Ré Bemol Lídio Dominante e Sol Alterado são ambas modos da mesma escala Lá Bemol Menor Melódica.

Quando você toca linhas baseadas em Ré Bemol Lídio Dominante, está tocando linhas que também são compatíveis com Sol Alterado. Por outro lado, Ré Bemol Alterado e Sol Lídio Dominante são ambos modos da mesma escala Ré Menor Melódica, e podem ser usadas indistintamente. Além disso, as escalas diminutas semitom-tom de Ré Bemol e Sol são idênticas, do mesmo modo que as respectivas escalas de tons inteiros. Esses são outros motivos pelos quais a substituição pelo trítono funciona tão bem.

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ii-V

A progressão de acordes mais importante do jazz é a ii-V, que pode ou não resolver em I. A maioria das músicas tem progressões ii-V, em vários tons, espalhadas por ela. Por exemplo, tomemos a seguinte progressão de acordes:

 
| Cmaj7 | Dm7 G7 | Em7 | A7 | Dm7 | G7 | Cmaj7 |.

Há três progressões ii-V aqui. O compasso 2 forma um ii-V no tom de Dó, embora não haja o próprio acorde C (I) no compasso 3. Os compassos 3 a 5 formam um ii-V-I no tom Ré Menor, e os compassos 5 a 7 formam um ii-V-I em Dó novamente.