Lição 7 – A adoração e os sentidos – Vendo a Deus

A declaração de João de que ninguém jamais viu a Deus (Jo1.18) deve ser colocada lado a lado com as afirmações abaixo:

 

  • Profeta Isaías: “Eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono” (Is 6.1)
  • Jacó em Peniel: “ Vi a Deus face a face” (Gn 32.30)
  • Moisés, Arão, Abel, Nadabe, e os setenta anciãos: “viram o Deus de Israel” (Ex 24.10-11)
  • Manoá e sua mulher: “Se o Senhor tivesse a intenção de nos matar, não teria aceitado o holocausto…, não nos teria mostrado todas estas coisas…” (Jz 13.22-23)
  • Jó: “Eu te conhecia só de ouvir; mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42.5)
  • Davi: “pois em ti Senhor estão fitos os meus olhos…” Sl 141.8
  • Cristo para Filipe: “Há quanto tempo estou convosco, e não me tens conecido? Quem vê a mim, vê o Pai.” (Jo.14.9).

 

Estas afirmações aparentemente contraditórias, leva-nos a entender que realmente ninguém jamais ninguém viu a Glória de Deus com os olhos físicos.

Deus se manifestou em forma angelical (Gn 18.1-33), através de um redemoinho (Jo40.6) e por meio de uma sarça ardente (Ex3.2-6). Deus manifestou sua presença de maneira que os sentidos humanos pudessem perceber. A presença de Deus comunica-se somente com os que estão dispostos a se submeter a ele. Quem busca o achará (Is55.6). Porém Deus esconde seu rosto daqueles que o despreza. (Dt.31.18).

 

A presença os Senhor só pode ser vista quando o Espírito abre nossos olhos. Paulo coloca-se de pé diante do povo sabedor de que a glória da nova aliança jamais se desvanecerá. Nos pomos de pé diante do mundo refletindo em nossas próprias vidas a glória de Cristo. Nossa glória vai aumentando conforme somos transformados na semelhança de Cristo (2Co3.18).

 

O privilégio de ver (“como por espelho”) o que os olhos de nenhum pecador jamais puderam ver, não é alcançado por meio da imaginação especulativa, mas através do que Cristo fez(Jo14.9-10), agilizada pelo que Espírito Santo em nós. O consolador glorifica a Jesus Cristo, recebendo do que lhe pertence e anunciando-o a nós (Jo16.14).

 

Adorar é comparável ao processo de ver através da fé e do conhecimento da pessoa de Deus, transmitidos ao coração que o busca, e pela meditação sobre seus atributos, demonstrados na carne de Jesus. Podemos ver a face de Deus, mesmo antes de morrer. Esta visão de fé deve ter prioridade nos cultos das igrejas porque tem poder transformador. Forma a imagem de Cristo no adorador e o torna semelhante a Jesus (2Co3.18; Cl3.10; Ef4.15).

 

Fonte: Adoração Bíblica – Russell Shedd

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