Escala Maior

Uma escala corresponde a uma série de notas organizadas de acordo com uma seqüência de intervalos.

A escala maior é o padrão utilizado para o fornecimento das notas que serão usadas nos acordes e na melodia de nossas músicas. Ela serve como parâmetro para criação de outras escalas e acordes.

A escala de Dó Maior é considerada como padrão, uma vez que não existe alteração em suas notas. Analisando seus intervalos teremos o seguinte padrão:

DO tomtom MI semitomtom SOL tom tom SI semi∩tom DÓ

A escala maior estabelece uma ordem e propõe uma hierarquia para as notas. Esta ordem é codificada com algarismos romanos e é chamada de graus.

I ∩ II ∩ III ∧ IV ∩ V ∩ VI ∩ VII ∧ VIII

Cada grau recebe um nome específico. Trataremos apenas dos mais importantes.

Tônica – Ocupa o primeiro grau (I) de uma escala.

Subdominante – Ocupa o quarto (IV) grau de uma escala

Dominante – Ocupa o quinto (V) grau de uma escala.

Sensível – Ocupa o sétimo grau de uma escala.

Observações importantes

Para construir escalas maiores em outros tons, basta utilizar os intervalos vistos em na escala de Dó e fazer as devidas alterações com sustenidos (#) ou bemóis (b).

Uma escala maior não tem acidentes misturados, ou seja, sustenidos misturados com bemóis.

As escalas maiores que partem de notas naturais, evoluem em um ciclo de quintas ascendentes e são acidentadas com sustenido no sétimo grau, com exceção do Fá maior.

Fá maior dá origem às escalas que acidentam com bemóis. As notas evoluem em um ciclo de quartas ascendentes e ganham bemóis no quarto grau.

Intervalos

A distância entre duas notas musicais pode ser medida pela quantidade de tons e semitons existentes entre estas notas. O efeito sonoro desta distância é chamado de intervalo.

Classificação dos intervalos

Os intervalos podem ser classificados da seguinte maneira:

Simples – Quando a distância entre as duas notas não ultrapassa uma oitava

Composto – Quando a distância entre as duas notas ultrapassa uma oitava

Harmônico – Quando as duas notas são tocadas ao mesmo tempo.

Melódico – Quando uma nota é tocada após a outra.

Os intervalos melódicos podem ser ascendentes (do grave para o agudo) ou descendentes (do agudo para o grave).

Identificação dos intervalos

Nome – É um atributo fixo que indica a quantidade de nomes identificados entre as duas notas envolvidas.

Qualidade – É um atributo móvel que depende da quantidade de tons e semitons existentes entre as duas notas envolvidas.

Na escala maior os intervalos ascendentes em relação à tônica são todos de qualidade maior ou justa. Isto serve para definir as qualidades dos intervalos e suas possíveis variações.

Qualidades possíveis

Os intervalos de quarta, quinta e oitava podem ter qualidade justa, aumentada ou diminuta.

Os intervalos de segunda, terça, sexta, e sétima podem ter qualidade maior, menor, aumentada e diminuta, sendo que as duas últimas pouco usadas.

Observações importantes

O sentido do intervalo é um fator importante para sua identificação. Quando invertemos um intervalo, o nome muda e, com exceção da justa, a qualidade se inverte. Ex: Uma 3ª maior ascendente será uma 6ª menor descendente.

Para identificar intervalos que ocorrem entre notas acidentadas (# ou b), convém imaginar como seria o intervalo sem os acidentes e depois verificar como o acidente interfere em sua classificação.

Para identificar um intervalo composto, basta imaginar a distância relativa a um intervalo simples e somar sete notas.

I love my guitar.
Ibanez SZ 520

A Ibanez SZ520QM foi lançada em 2003. As características incluem um corpo de mogno com tampo em quilted maple, braço em  mogno e ponte Gibraltar III.
Os primeiros modelos tinham captadores da Ibanez, que foram substituídos pelo Seymour Duncan/Ibanez  feitos especialmente para a série em 2005. Em 2007, a SZ520QM tem uma atualização visual com novas marcações no braço. Estes modelos estavam disponíveis apenas nos EUA.

Em 2008, todos os modelos SZ foram descontinuados em favor do SZR520 e SZR720.

A minha está com um Seymour Duncan JB na ponte e o original Ibanez no braço.

É uma ótima guitarra!

Dicas de estudo para guitarristas

São dicas para desenvolvimento técnico que aprendi na Musiarte com o professor Isidoro Kutino.

Esta lista deve ser estudada diariamente.

  1. Toque escala maior pelo ciclo das 4as em posição sem erros com metrônomo;
  2. O exercício 1 usando patterns. Procure ver os graus que correspondem às notas que você está tocando. Veja o lugar de cada nota antes de tocá-las;
  3. Toque arpejos maiores em posição pelo ciclo das 4as;
  4. Toque arpejos dominantes em posição pelo ciclo das 4as;
  5. Toque arpejos menores em posição pelo ciclo das 4as;
  6. Toque escalas pentatônicas;
  7. Toque frases em vários tons;
  8. Toque escalas menores;
  9. Toque harmonia usando tétrades;
  10. Tire músicas e frases de ouvido procurando reconhecer posições, notas utilizadas, etc., e toque estas frases em outros tons e outras posições.

Formação de Acordes

Quando três ou mais sons são tocados simultaneamente ou sucessivamente (arpejo) produzem acordes. Os acordes comuns são construídos a partir de terças superpostas criando assim acordes com três ou quatro sons, tríades e tétrades consecutivamente.

Qualidade das tríades

Existem quatro possibilidades para as tríades. Essas possibilidades são determinadas pela qualidade dos intervalos das notas que formam o acorde. São elas:

Maior – X

T – 3M – 5J

Menor – Xm

T – 3m – 5J

Aumentada – X(#5)

T – 3M – 5 aum

Diminuta – Xº

T – 3m – 5 dim

Qualidade das tétrades

A construção das tétrades é baseada na formação das tríades. A nota acrescentada à tríade para criar um acorde de quatro sons, forma um intervalo de sétima em relação à fundamental do acorde. A sétima pode ser de qualidade maior, menor e diminuta.

Maior com sétima maior – X7M

T – 3M – 5J – 7M

Maior com sétima menor – X7

T – 3M – 5J – 7

Maior com sétima menor e quinta aumentada – X7(#5)

T – 3M – 5 aum – 7

Menor com sétima menor – Xm7

T – 3m – 5J – 7

Menor com sétima maior – Xm (7M)

T – 3m – 5J – 7M

Menor com sétima menor e quinta diminuta – Xm7(b5) ou X

T – 3m – 5 dim – 7

Diminuta –X°

T – 3m – 5 dim – 7 dim

O Pastor e o Líder de Louvor

Tenho observado e conversado com amigos e alunos a respeito da relação do pastor com o ministério de música da igreja.

Frases como estas são comuns de serem ouvidas.

“Não dá mais! O pastor sempre corta alguma música!”

“O pastor não gosta deste tipo de música. Não podemos tocar o que gostamos!”

“O que ele está pensando? A igreja não é dele!”

Entendo que a música tem um papel importante no culto comunitário e que nós músicos gostaríamos que o espaço destinado a ela fosse maior. Entretanto, a liturgia do culto é feita para que o momento central seja a pregação da Palavra. Todos os outros elementos devem trabalhar para que o destaque fique com a mensagem pregada pelo pastor. O papel do líder de louvor e de seus músicos é ajudar o pastor na condução da música no culto, de uma forma que a igreja se prepare para o momento da pregação da Palavra de Deus.

O líder de louvor dever ser empático e altruísta para com o seu pastor. Não há espaço para a polarização. É preciso ter uma postura de servo, colocando-se, humildemente, à disposição do pastor e da igreja.

 

Que Deus nos abençoe.

Lição 16 – Os efeitos da adoração

À medida que a adoração é verdadeira e oferecida pelo Espírito ao único Deus, haverá efeitos provocados pelos benefícios dessa comunhão.

 Vamos aos benefícios de uma adoração verdadeira:

Segurança

Não podemos prever os acontecimentos de um dia e, muito menos de um ano ou uma década. Os salmos 42 e 43 apontam para adoração real como solução para a insegurança que todos enfrentamos diante das incertezas, num futuro desconhecido. À luz desta necessidade que todo ser humano tem, deve-se conclamar os adoradores, repetidas vezes, em cultos dos mais diversos, a uma fé viva no Deus Todo-Poderoso, que faz com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28).

            A adoração edifica a fé sobre a rocha divina que opera em todos os acontecimentos, segundo o propósito de sua vontade (Ef 1.11).

Comunhão e reconhecimento mútuos

            O segundo efeito de uma adoração bíblica será a comunhão mútua na família de Deus (Atos 2 e 4, 1João). Adorar ao Pai estimula a apreciação pelos “filhos”. Se este não é o resultado do culto prestado pela igreja, pode-se concluir que ele não é verdadeiro, mais ilegítimo, uma simples forma sem essência.

Santificação

            Quem adora a um Deus santo deve ter a consciência de que a adoração deve ser feita em santidade. Em Isaias 6.5 ficamos impressionados com a convicção de pecado do profeta. “Ai de mim! Estou perdido!”. Esta expressão demonstra o desespero que dever ser normal a pecadores que se encontram na presença de Deus.

            A mulher Samaritana sentiu esta perturbação na presença de Jesus quando ele revelou o que ela tinha feito (Jo 4.29, 39).

            A santificação é um maravilhoso benefício de quem se dispõe a adorar em espírito e em verdade. A adoração nos aproxima do Senhor e essa aproximação nos faz enxergar nossos pecados e acende o desejo por santidade.

Visão transformada

            Quem vive na presença de Deus terá sua visão do mundo transformada. Aos poucos, enxergará tudo do ponto de vista divino. Paulo e Silas aparentemente tinham tudo para ficarem revoltados e tristes na prisão de Filipos. Mas, surpreendentemente, a visão que haviam obtido pela constante comunhão com Deus só deu motivos de louvores (At 16.25).

Evangelização

            O quarto efeito de um culto digno do Senhor será o desejo crescente do adorador de ser testemunha de Jesus Cristo e mensageiro das boas novas acerca dele.

            A adoração é a chave de ouro que motiva a evangelização. Os seres viventes e os vinte e quatro anciãos cantam o novo canto porque reconhecem a dignidade do Cordeiro, que comprou com seu sangue os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação (Ap 5.9). Aqui na terra há um reflexo deste cântico em nossos cultos, mas frequentemente são palavras expressas com pouco amor, pouca comunhão e sem o estímulo do Espírito Santo.

Preocupação com a alegria de Deus

            Este é um efeito que deve ser almejado acima de todos os outros. Diz respeito a Deus, não a nós. Deus procura verdadeiros adoradores que o glorifiquem.

            A única maneira de verificarmos se Deus agradou-se de nosso culto é conhecê-lo tão bem a ponto de não haver possibilidade de erro. Jesus, ao contrario dos judeus, agradou sempre ao Pai porque ele o conhecia (Jo 8.55). Se nos apegarmos à verdade revelada na bíblia até o ponto de permanecermos na palavra (Jo 8.31), certamente chegaremos a conhecer melhor a Deus.

Fechamos nossa série de estudos baseados no livro Adoração Bíblica com esta lição. O ministério de música da Igreja Presbiteriana de Macaé foi bastante impactado e abençoado com os textos do Dr. Russell Shedd.

Saudações,

Gleison Carlos

Lição 15 – Obstáculo à adoração

O encontro com Deus é o mais importante e essencial motivo de nossos cultos de adoração. Se a presença de Deus não se torna real para os adoradores, se a frieza caracteriza os momentos que devem promover vitalidade espiritual, faz-se necessária a análise das possíveis barreiras que impedem a comunhão com Deus, e sobre como se livrar delas. Seguem algumas sugestões.

 

 

A atitude incoerente com a adoração em Espírito e em verdade

Não foi a ausência de oferta de sangue no holocausto de Caim que fez com que Deus rejeitasse a sua oferta. Foi o coração cheio de amargura e inveja.

 

Jesus ressalta a necessidade de que todo aquele que cultua perdoe seu irmão, para que possa esperar o cumprimento da promessa do perdão divino (Mt 18:21-35). Essa atitude é tão séria que Jesus ordenou que quem chegasse à reunião da igreja com uma oferta para os necessitados e lembrar-se de que um irmão na fé tem alguma coisa contra ele, será obrigado a deixar de ofertar para primeiramente reconciliar-se com o irmão ofendido (Mt 5.23-24).

 

 

As exterioridades e o tradicionalismo

Toda prática que faz parte da liturgia das igrejas teve sua origem em boas intenções. Buscava-se realmente adorar ao Senhor de maneira ordeira e sem imprevistos, com profundo temor e tremor. Contudo, o apego aos modos tradicionais acarreta o perigo constante das exterioridades, da hipocrisia e da desonestidade. Deus se compraz “na verdade, no íntimo e no recôndito”. O adorador precisa conhecer a sabedoria (Sl 51.6).

 

A tradição dos anciões judeus induziu os religiosos contemporâneos de Cristo a não comerem sem lavar cuidadosamente as mãos, juntamente com outras aspersões e lavagens destinadas a retirar a contaminação religiosa. Deus ordenou que seu povo evitasse a contaminação (Lv 11.4-7). Entretanto, os rabinos querendo agradar a Deus, puseram uma cerca com torno da lei de Moises, para evitar qualquer contato com o mundo gentio ou outra fonte que eles julgavam contaminada. Assim a vontade de Deus foi exteriorizada. Jesus avaliou o ritual meticuloso como hipocrisia, um exemplo de vã adoração. Tradições humanas cristalizaram-se em lugar da vontade divina real (Mc 7.6-7; Mt 15.1-20).

 

 

O obstáculo da rotina

Ao lado da ameaça da tradição está a rotina. Surgem hábitos que passam a regular a nossa vida em os fazem ignorar a necessidade de aprender e renovar constantemente as nossas atitudes.

Com muita facilidade a rotina pode caracterizar os cultos. Aquilo que atraía e empolgava no início da vida cristã passa a ser um hábito irrefletido, um caminho percorrido automaticamente, de maneira que a sua utilidade se perde. Se o culto torna-se monótono, uma repetição cansativa colocará um obstáculo terrível à verdadeira adoração.

Para que a adoração mantenha a sua legitimidade, o adorador precisa estar disposto a pensar, a mudar os hábitos estéreis, e fortalecer o “resto que estava para morrer” (Ap 3.1-2).

 

 

O mundanismo

O mundanismo pode ser denominado como o câncer da alma. Muitas vezes, aos olhos da maioria, ele é invisível, porém mortífero. “Se você estiver amando qualquer prazer mais do que as orações, qualquer livro mais do que a Bíblia, qualquer casa mais do que a de Deus, qualquer mesa mais do a do Senhor, qualquer pessoa mais do que Cristo, qualquer indulgência mais do que a esperança do céu, então tome conhecimento do perigo que você está correndo!” (Guthie, T. Gathered Gold. op. cit., p. 338.) Seja o mundanismo do pensamento ou da prática, impreterivelmente criará um empecilho intransponível para a adoração, a menos que nos acheguemos a Deus como uma pessoa sedenta, e bebamos (Jo 7.37-39).

 

 

O pecado não confessado

Muitos cristãos dão pouquíssima atenção ao salmo 66.18. Não devemos deixar que o pecado consciente, cultivado e defendido no fundo do coração seja motivo intransponível para Deus nos negar o prazer de sua companhia. A santidade do Senhor inviabiliza qualquer ato de adoração de quem está apegado a alguma impureza.

O Senhor ensinou que, pela confissão do pecado e pela confiança no sangue purificador, podemos ter livre acesso ao trono da graça (Hb 4.16). O caminho da adoração passa pela bacia e pelo altar (Ex 30.17-21; 27.1-8), pelo reconhecimento do pecado e pela presença ao pé da cruz.

 

 

O desinteresse e a ingratidão

Na balança da vida, colocamos num prato as preocupações, interesses, atrações, enfim, tudo o que preocupa o pensamento. No outro prato, colocamos os elementos básicos que compõem a adoração: louvor, comunhão com Deus, gratidão e busca do reino de Deus na oração.

O segredo é procurar cortar o que desvia a atenção e esfria a alegria no Senhor. Tudo o que Deus quer para seus filhos é bom, não podre. Deve ser recebido com ações de graça e consagrado pela palavra de Deus e pela oração (1Tm 4.4-5). Paulo recomenda uma peneira na mente cristã. “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, todo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4.8).

 

 

A preguiça e a negligência

No meio das muitas barreiras que tornam a verdadeira adoração mais rara, nenhuma seria tão comum quanto a preguiça. Os motivos que criam a preguiça devem ser identificados para que possamos melhor combatê-los.

 

  1. O sono, geralmente apodera-se do adorador ou porque este se deitou tarde ou porque mantém um ritmo de trabalho acelerado. O adorador descobre que não tem disciplina necessária para concentrar-se na oração, no significado da leitura da bíblia e nem na exposição da palavra de Deus.
  2. Aprende-se a negligência da mesma forma como se contagia com o zelo. Os membros preguiçosos contaminam a comunhão dos santos. Paulo ordenou aos lideres de Tessalônica que amparassem os fracos (1Ts 5.14). Há motivo sério para isso: para que os fracos não venham sugar a energia de toda a igreja.
  3. A preguiça aumenta num ambiente onde o culto não é valorizado. A liberdade de culto não é um direito que um cristão gostaria de perder, mas em países onde há fortes restrições à prática da religião, o zelo dos cristãos tem crescido muitíssimo. Cresce o envolvimento porque a comunhão é preciosa. Dificilmente encontra-se lugar vazio em uma igreja assim.

 

Quase sempre, a diminuição da fome pela comunhão com Deus tem alguma explicação razoável. Aos poucos, alguma coisa vai ocupando o espaço que antes abrigava o Espírito Santo. Paixões por alguém do sexo oposto, um “hobby”, descoberta de “novas” verdades num livro filosófico; enfim, qualquer desperdício de energia mental ou espiritual que deixe a pessoa desmotivada para um culto vital.

Lição 14 – A prática da Adoração

Comunhão e Partir do Pão
A vida em união era uma prática natural na primeira igreja da história (At 2.1). Os crentes ficavam juntos regularmente e tinham tudo em comum. Juntos, tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração. As barreiras entre os irmãos desapareciam, o egoísmo deu lugar ao desprendimento que caracteriza uma família onde há amor e comunhão. A generosidade era tamanha que quem tinha bens vendia para atender as necessidades dos outros. (At 2.42-47)
Os primeiros cristãos entenderam que foram comprados por um preço infinitamente alto (1 Co 7.22) e que seus bens materiais e sua própria vida não os pertenciam. Entenderam que adorar genuinamente era colocar-se com escravo de Deus e de sua igreja.
As refeições, caracterizadas pelo partir do pão (MT 26.26), tinham a intenção de beneficiar os cristãos mais carentes da igreja, era uma festa diária de amor uns pelos outros e, a lembrança da morte de Jesus e a inauguração da Nova Aliança. A ceia confirmava, de maneira inconfundível, que todos os participantes tinham uma vida em comum. Ricos e pobres, livres e escravos, todos se comprometiam diante de Deus a ter e manter uma responsabilidade mútua, uns pelos outros.
Devemos ficar atento e avaliar nossa conduta constantemente para que não sejamos advertidos como os crentes de Corinto que perderam o cuidado com o outro, cada um pensava em si mesmo. 1 Co 11. 20-22.
Por fim, 1Jo 3.17-18, “Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?”
Que o Senhor tenha misericórdia de nós e abra nossas mentes para entender a verdade de sua Palavra.

Lição 13 – A Prática da Adoração – A doutrina dos Apóstolos

Adoração e doutrina apoiam-se mutuamente, porque um culto oferecido na ignorância evapora (Jo 4.22; At 17.23), carece de substância e de verdade.

Jesus convocou seus discípulos a “discipularem todas as nações” Mt 28.19.

Dentro do culto na igreja primitiva, os novos discípulos recebiam a orientação sobre a vida consagrada, que glorifica a Deus (1Pe 1.16, “Sede santos porque eu sou santo”). Quando os assistentes novatos, no culto da igreja de Jerusalém ou Antioquia, ouviram pela primeira vez: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.28-30), certamente sentiram o impulso do Espírito para renovarem sua confiança em Jesus, e queriam entender num sentido prático o que significaria levar o “julgo suave” e o ‘fardo leve” do senhor (v.30).

O ensino divulgado nos cultos da igreja primitiva encontrou seu tema central em Jesus Cristo. O desafio daquele doutrinamento era conhecer ao Senhor que é “o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem ele enviou” (Jo 17.3). À medida que esse conhecimento de Deus crescia (Cl 1.10), esperava-se que os membros da igreja manifestassem “pleno conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverem de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado…” (Cl 1.9-10). O ensino dos apóstolos tinha como alvo prioritário “dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória; o qual anuncia-nos, advertindo todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.27-29). O culto servia como instrumento que levava à maturidade.

Se os adoradores não se aproximam com fé e inspiração, na hora em que Deus deve falar por intermédio dos seus servos, o efeito de um recado vindo do Senhor pode sumir como água na areia. Fé, em Hebreus, significa compromisso, dedicação e disposição para cumprir as ordens do Senhor. O capítulo 11 foi inserido em Hebreus para interpretar o significado da fé na vida prática dos heróis do AT. Assim eram incentivados os irmãos congregados para adorarem o “Deus dos antigos”. “Concluímos que a fé é despertada pela mensagem, e a mensagem que desperta a fé vem por intermédio da palavra de Cristo” (Rm 10.17).

Quem ama o Senhor irá alegremente à sua lei, visando buscar a vontade divina. A lei de Deus preservada nas Escrituras e a vontade divina são uma só; a primeira é a manifestação externa da outra. Não deve existir um estudo bíblico que não conduza o adorador à comunhão e à obediência.

Fonte: Adoração Bíblica – Russell Shedd

Lição 12 – O preparo para a adoração

3. A Meditação

Na meditação utilizamos a imaginação para nos levar ao passado bíblico e trazer ao presente, por meio da fé, as verdades a serem aplicadas em nossa vida. A meditação deve transformar os eventos passados na bíblia em experiências pessoais.

A meditação cristã não é uma prática de esvaziar a mente. Mas, sim encher a mente com a palavra de Deus e raciocinar sobre seus ensinamentos e as implicações deles em nosso cotidiano.

Precisamos separar tempo e lugar para aquietar nosso coração e meditar na palavra do Senhor. A meditação encoraja o coração a se preparar para desfrutar da comunhão com o Pai.

4. A Expectativa

Um quarto passo, que conduzirá na direção de uma adoração verdadeira, é tomado quando cultuamos em espírito de esperança.

Como uma criança que mal pode conter-se diante da expectativa de chegada à uma festa ou aniversário, assim deve ser nosso sentimento em relação ao momento do culto. Uma expectativa alegre deveria empolgar nossas ações quanto nos preparamos para cultuar ao Senhor. Sl 33. 18-22.

A alegria de saber da glória da comunhão futura com Senhor torna sem importância as tribulações desta vida. 2Co 4.16-17

O jubilo futuro nos é oferecido no presente pelo amor que Deus tem por nós e nós recebemos pela fé que temos nele. 1Pe1.8

Alegremo-nos juntos ao preparamos para entrar diante do Senhor! Não existe nada melhor do que estar em sua casa. Sl 122.1.

Fonte: Adoração Bíblica – Russell Shedd

Lição 11 – O preparo para a adoração

1. A Busca

O Deus revelado nas escrituras sempre nos apresentou o desafio de buscá-lo. Apesar de estar perto de seus filhos, Ele se esconde (Is 45.15) e espera que o encontremos (Sl 34.4).

Mesmo sabendo que Deus é onipresente, devemos buscá-Lo incessantemente. Sl 42.1, Sl 63.1, Sl 27.8, Sl 84.2, MT 7.7

 

2. A Auto-avaliação que conduz ao arrependimento

Davi, depois de adulterar, tentou apagar a evidência do seu crime. Não sentiu o profundo repúdio do Senhor marcando o seu íntimo. Quando Natã o repreendeu, Davi ficou indefeso (2Sm 12.7-10).

 

Davi tinha a desculpa perfeita para justificar seu ato. Ele era o monarca e tinha o direito de dispor tudo o que ele quisesse. Porém, após a repreensão de Natã ele reconheceu que pecou contra o Senhor (Sl 51.4) e estava ciente das implicações do seu pecado.

 

Adoração sem arrependimento não agrada ao Senhor. Ele se agrada do culto que lhe é prestado por um espírito quebrantado e um coração contrito (Sl 51. 16-17). Até mesmo os sacrifícios meticulosamente preparados e queimados no altar provocam náuseas em Deus (Is 1.11). O Senhor detesta o culto oferecido sem a devida purificação (Is 1.13). Em lugar de ser digna do culto, essa adoração leva o Senhor Deus a fechar os olhos e ouvidos (v. 15). Mas, se os pecadores se purificarem, deixando de praticar o mal, o Pai os aceitará.

 

Que o Senhor nos ajude, e que seu Espírito nos convença do mal que praticamos.

 

 

Fonte: Adoração Bíblica – Russell Shedd

Lição 10 – A adoração e os sentidos – O Bom Perfume na Adoração

Deus é quem recebe nosso culto. Aspirar o bom perfume, exalado pelas ofertas dos que o amam, provoca nele uma sensação agradável (Gn 8.21). Mas pode provocar também o contrário quando não existe preocupação com a santificação do coração; “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação… Is 1.13-15.

O real motivo das reuniões na igreja é alegrar ao Senhor. Precisamos estar alinhados com os ensinamentos do Senhor em sua Santa Escritura. Devemos adorá-lo com toda força, amor e entendimento. Se nosso pensar, agir e falar não estiver coerente com as verdades descritas na Bíblia, nosso culto não passara de mero entretenimento. Em Ml 2.17 Deus demonstra cansaço e enfado ao contemplar o culto. Sacrifícios desagradáveis oferecidos a Deus apenas o aborrecem. Sem exceção, o desagrado divino com as ofertas do seu povo surge da contaminação do ato sacrificial pelo pecado no coração do ofertante. Sacrifícios “cheiram mal” a Deus quando sofrem os efeitos nefastos de corações que abrigam iniqüidade sem arrependimento. Vide a situação de Caim em Gn4.4-5.

O Culto genuíno que dá prazer ao Senhor é aquele onde sacrificamos a nós mesmos, morrendo para nós e vivendo para Cristo. Deus se alegra com a vida, a santidade e com o prazer que a humanidade pode lhe dar através do serviço obediente. O sacrifício agradável com aroma suave é aquele que se identifica com o sacrifício de Jesus. Este é o real serviço que agrada a Deus. Hb 10.-10.

Concluímos esta lição com a maravilhosa visão de João em Apocalipse 4 e 5. Nestes dois capítulos está descrita a exemplar adoração celestial. O Pai, assentado no trono, o Filho em pé ao lado Dele, os seres viventes e anciãos exaltando a dignidade de Jesus, trilhões de anjos proclamando a dignidade do Cordeiro e finalmente, as vozes de toda a criação oferecendo culto de louvor e submissão ao Pai e ao Filho. Adoração pura e santa, aroma perfeito ao Senhor!

Fonte: Adoração Bíblica – Russell Shedd

Lição 9 – A adoração e os sentidos – Provar do Senhor

1Pe2. 1-3
Jo4.14 e 24
Jo6.25-59
Jo7.37

Todo o cristão já provou de Jesus pelo menos uma vez. Continuar sedento por Cristo é um desafio que todos enfrentamos no decorrer da caminhada cristã.

Na verdadeira adoração, buscamos o Espírito Santo, por intermédio de Cristo. O próprio Cristo incentiva a mulher de Sicar a buscar o “Dom de Deus” que é também chamado de “Água Viva” (Jo4.10). Em 1Pe2. 1-3 e em Jo4.14 e 24, Jo7.37 Cristo é representado pelo leite, e o Espírito Santo pela água. A sede espiritual deve ser imprescindível ao cristão.

Além do leite e da água, Jesus usou a figura do pão para representar a realidade da adoração. Após a multiplicação do pão Jesus surpreende seus discípulos com a afirmação de que ele era o pão da vida. Este pão feito alimento para o crente, não permite que ele pereça Jo 6.50.

Aos que querem adorar genuinamente, importa lembrar que o aproveitamento desse pão que desce do céu requer trabalho. Jo 6.27. Pedir, buscar e aproximar são sinônimos do trabalho que Jesus espera de nós. Todo aquele que busca encontra (Lc 11.9). Ele recompensa a todos que o buscam (Hb 11.6) e nos agracia nos momentos de necessidades (Hb 4.16).

Lição 8 – A adoração e os sentidos – Ouvindo a Deus

Adoração pressupõe que Deus se comunica e que homens são capacitados a ouvir a Sua voz. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” Ap 2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13, 22.
“Quem é de Deus ouve as palavras de Deus” Jo 8.47.

O profeta verdadeiro não tem permissão para falar daquilo que ainda não ouviu. Quem recebeu o Espírito Santo, deve ouvir palavras de Deus e ter visões dele, que no passado foram atribuídas somente a profetas e homens escolhidos. O privilégio de ouvir era limitado. Hoje, estende-se a todos os remidos. Paulo declara: “Em Cristo é que falamos… da parte do próprio Deus”2Co 2.17

Deus ensina e transmite suas leis através do Espírito e não mais em vós audível ao ouvido humano. Sua voz comunica diretamente aos corações daqueles que são sensíveis ao comunicador da nova aliança. “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. Rm8.16

Jesus garantiu a seus discípulos que o Espírito ensinaria todas as coisas e os lembraria de tudo o que havia dito. Jo 14.26

Adorar no Espírito implica na expectativa de ser receptor da comunicação de Deus. Existe uma continuidade na comunicação entre o Espírito e Cristo, não existiu interrupção após a ascensão de Cristo. O Espírito nos guiará a toda a verdade. Não falará de sim mesmo; o Espírito falará apenas o que ouvir do Pai e de Cristo, e nos anunciará toda a verdade (Jo 16.13).

É impossível adorar sem o Espírito. Não se escuta voz de Deus sem ele, o qual glorifica a Jesus e anuncia a sua palavra. Jo 16.15

Que Deus nos ajude.

Lição 7 – A adoração e os sentidos – Vendo a Deus

A declaração de João de que ninguém jamais viu a Deus (Jo1.18) deve ser colocada lado a lado com as afirmações abaixo:

 

  • Profeta Isaías: “Eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono” (Is 6.1)
  • Jacó em Peniel: “ Vi a Deus face a face” (Gn 32.30)
  • Moisés, Arão, Abel, Nadabe, e os setenta anciãos: “viram o Deus de Israel” (Ex 24.10-11)
  • Manoá e sua mulher: “Se o Senhor tivesse a intenção de nos matar, não teria aceitado o holocausto…, não nos teria mostrado todas estas coisas…” (Jz 13.22-23)
  • Jó: “Eu te conhecia só de ouvir; mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42.5)
  • Davi: “pois em ti Senhor estão fitos os meus olhos…” Sl 141.8
  • Cristo para Filipe: “Há quanto tempo estou convosco, e não me tens conecido? Quem vê a mim, vê o Pai.” (Jo.14.9).

 

Estas afirmações aparentemente contraditórias, leva-nos a entender que realmente ninguém jamais ninguém viu a Glória de Deus com os olhos físicos.

Deus se manifestou em forma angelical (Gn 18.1-33), através de um redemoinho (Jo40.6) e por meio de uma sarça ardente (Ex3.2-6). Deus manifestou sua presença de maneira que os sentidos humanos pudessem perceber. A presença de Deus comunica-se somente com os que estão dispostos a se submeter a ele. Quem busca o achará (Is55.6). Porém Deus esconde seu rosto daqueles que o despreza. (Dt.31.18).

 

A presença os Senhor só pode ser vista quando o Espírito abre nossos olhos. Paulo coloca-se de pé diante do povo sabedor de que a glória da nova aliança jamais se desvanecerá. Nos pomos de pé diante do mundo refletindo em nossas próprias vidas a glória de Cristo. Nossa glória vai aumentando conforme somos transformados na semelhança de Cristo (2Co3.18).

 

O privilégio de ver (“como por espelho”) o que os olhos de nenhum pecador jamais puderam ver, não é alcançado por meio da imaginação especulativa, mas através do que Cristo fez(Jo14.9-10), agilizada pelo que Espírito Santo em nós. O consolador glorifica a Jesus Cristo, recebendo do que lhe pertence e anunciando-o a nós (Jo16.14).

 

Adorar é comparável ao processo de ver através da fé e do conhecimento da pessoa de Deus, transmitidos ao coração que o busca, e pela meditação sobre seus atributos, demonstrados na carne de Jesus. Podemos ver a face de Deus, mesmo antes de morrer. Esta visão de fé deve ter prioridade nos cultos das igrejas porque tem poder transformador. Forma a imagem de Cristo no adorador e o torna semelhante a Jesus (2Co3.18; Cl3.10; Ef4.15).

 

Fonte: Adoração Bíblica – Russell Shedd

Lição 6 – A essência do culto na Bíblia – Amor com toda força

Mc 12.30 – Nesta última lição da série sobre o primeiro grande mandamento (Mc12.30), veremos que o amor que devemos a Deus requer toda a nossa força. Isto representa gastar a vida e energia somente em expressões de lealdade e afeição a Deus. A entrega de nosso corpo como sacrifício vivo é uma expressão clara de culto racional e genuíno, essa ação acontece apenas com adoradores que entendem que adorar é amar de todo o coração, alma, entendimento e força.

João nos adverte, em sua primeira carta, sobre os desejos da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens. Amar estas coisas em detrimento de amar a Deus é decretar a morte eterna. 1Jo 2.15-17.

É raro descobrir um coração que, com singeleza e sinceridade, busque a Deus com toda a força. Somos salvos por intermédio do conhecimento de Deus, a través da fé em Jesus Cristo (Jo17.3), mas, quando adoramos de acordo com o desejo de Deus, cumprimos o motivo divino que o levou a nos escolhe e salvar Ef2.8-10

Cristo revela em Lc 14.26-32 o real preço que um discípulo deve estar disposto a pagar quando decide segui-lo. O amor que temos por nossos familiares, nossas coisas e até por nós mesmo deve estar subordinado ao amor por Deus.

Devemos sempre lembrar que a verdade central da adoração é o amor a Deus acima de todas as coisas. Dt30.15-17 “Vejam que hoje ponho diante de vocês vida e prosperidade, ou a morte e destruição. Pois hoje lhes ordeno que amem o Senhor, o seu Deus, andem nos seus caminhos e guardem os seus mandamentos, decretos e ordenanças; então vocês terão vida e aumentarão em números, e o Senhor, o seu Deus, os abençoará na terra em que vocês estão entrando para dela tomar posse. Se, todavia, o seu coração se desviar e vocês não forem obedientes, e se deixarem levar, prostrando-se diante de outros deuses para adorá-los, eu hoje lhes declaro que, sem dúvida, vocês serão destruídos…”

Fonte: Adoração Bíblica – Russell Shedd

Lição 5 – A essência do culto na Bíblia – Amor integral da mente

Mc12.30

Ef 4. 17 – 24

Nossa mente deve estar a todo tempo ocupada com a adoração. Adorar nos leva a meditar e conduzir nosso pensamento para as verdades de Deus e de Seu Cristo. Os valores que ocupam nossa mente devem nos levar a amar ao Pai. 1Jo 2.15

Desde a criação do mundo Deus manifestou os seus atributos, sua natureza divina e seu eterno poder na criação. Deus nos deu a capacidade intelectual para percebermos tal fato e glorificá-lo por isso. Não existe desculpas para não adorá-Lo. Rm1. 21

Segundo Arto Duba, professor do Seminário de Princeton, existem dois elementos que motivam a participação no culto.

  • O compromisso de se apresentar a Deus. É como um empregado que bate o cartão de ponto na entrada da empresa. Apresentou-se no culto e, consequentemente, está livre por mais uns dias.
  • O sentimento agradável de estar no culto. É um sentimento sutil de culpa afastada, como de quem faz um devido pagamento e depois saboreia o alívio.

O que deve nos motivar a adoração é o amor, não uma espécie de medo inconsciente, ou um mero compromisso, ou até algum presente divino por abrirmos mão de alguma coisa para estar no culto. Estes atos afastam completamente a possibilidade de um encontro real com o Deus da Bíblia, no lugar de nosso amor aumentar, irá imperar a dureza de coração. A frieza de morte, que atingiu a igreja de Sardes, paulatinamente tomará conta do culto. Ap3.1-6  Laodicéia também falhou na adoração, pôs até o anfitrião no lado de fora da porta! Ap3.20

O amor de Deus é o nosso modelo, é a nossa força. Ele se alegra com o nosso arrependimento. LC15. 7,10 Em Cristo estamos livres da condenação! Aleluia!

Amar a Deus com entendimento é um desafio constante. Somente é possível adorar a Deus através do “espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele”, pela iluminação dos olhos de nosso coração. Ef1.17-18

Deus derramou seu amor em nossos corações por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu. Não podemos adorar sem o Espírito de Deus. Seu Espírito testifica que somos filhos amados, perdoados e queridos do Pai. Rm5.5 e Rm8.14

Fonte: Adoração Bíblica, Russell Shedd

Lição 4 – A essência do culto na Bíblia – Amor de todo o coração

A essência do culto na Bíblia

Dt 6. 4-5

Mt 22. 36-37

A essência do verdadeiro culto ao Senhor é o amor. Sem o amor, cultuar a Deus é vazio e sem valor.

Nesta aula vamos abordar a primeira maneira em que Deus espera que o amemos.

De todo o Coração.

Para o hebreu o coração representa o centro da vida intelectual e espiritual. O coração juntamente com a alma representava a totalidade do interior do homem, levava a reflexão sobre seus sentimentos, suas avaliações, sua vontade.

Quando o homem entende o sacrifício de Cristo, ele é impulsionado a adorar. 1 Jo 4. 8-16. Na medida em que o adorador se aproxima e conhece mais a Deus, ele vai aprendendo a amá-Lo e progride até que todo o seu coração se concentre na beleza da pessoa do Senhor. Jo 14:23   1Jo 4. 19-22

Participar de todo e qualquer culto requer primeiramente um maior aproximação d’Ele em amor. Deus quer que nós o amemos de todo o coração e alma. Assim, a adoração da igreja cumprirá seu objetivo:

  • Se o louvor expressar verbalmente a dignidade de Deus, Sua beleza de Sua pessoa e perfeição do Seu caráter. A adoração deve ser um convite para que todos atribuam glorias ao Pai maravilhoso. Sl 46. 10
  • Se a confissão de nosso pecado externar a nossa indignidade e declarar nosso arrependimento pela rebelião contra a expressa vontade de Deus. Confiar no perdão imerecido de Deus também é um uma demonstração de amor ao Pai. 1Jo 1. 9.
  • Se guardarmos em nosso coração a palavra do Senhor (Sl 119. 11) e externarmos nossos pedidos de acordo com a Sua palavra. O genuíno amor modifica nossos desejos, passamos a desejar o que o Senhor quer para nós.
  • Se formos gratos e encorajados ao ouvirmos a mensagem do senhor. Ele nos chama de amigos quando obedecemos a Sua palavra.
  • Se a música atrair o coração para a beleza de Deus revelada na criação, na redenção e na regeneração.

Quando adoramos, só devemos ficar satisfeitos se expressarmos o verdadeiro amor ou se o nosso culto revelar toda a preciosidade do Senhor, incutindo-a nos participantes.

Certamente, nunca alcançaremos o amor na proporção que Deus tem para conosco. O episódio que envolve Pedro em Jo 13. 36-37 e Jo 21.15 demonstra caramente nossa incapacidade, mas mesmo assim Deus aceita nosso serviço e adoração.

Louvado seja Deus!

Lição 3 – Visão da adoração neotestamentária

Um ato de adoração reconhece a preciosidade de um encontro vital com Deus e tem, para quem busca ao Senhor, a vantagem incomparável de conquistar a pérola de grande valor. MT 13. 45-46.

Adorar significa peneirar nossos valores, é por em ordem bíblica nossas prioridades. É necessário procurar a Deus e conhecendo-o cada vez melhor de modo a melhor exalta-lo.

Se quisermos alcançar uma visão da adoração neotestamentária, é necessário examinar os termos usados pelos escritores bíblicos.

Adorar significa render-se

Originalmente significava beijar a terra ou os pés de quem era adorado. Acompanhava o ato de prostrar-se ao chão. Está posição passa a idéia de submissão.

Jesus afirma que somente em espírito e em verdade os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai (Jo 4. 23).  Em At 17. 23 fica evidenciado que é inútil o culto que desconhece aquele a quem devemos submissão e lealdade.

Adorar significa servir

Trata-se de cultuar e oferecer atos de adoração que agradem ao Deus da aliança (Ex 4. 23; 8.1 e 20; 9.1). Em Jesus acontece a purificação de nossa consciência para podermos servir ao Deus vivo (Hb 9.14). Somente os que são agraciados podem agradar a Deus pelo serviço, oferecendo culto com reverência e temor. Hb 12. 28.

Tanto no AT como no NT a relação entre o homem e Deus não deixa de ser a de servir como escravo (abad em hebraico e douleuo em grego). Sacrificar o corpo inteiro do cristão torna o seu curto genuíno, sendo Deus o único alvo da oferta. Rm 12. 1. Dividir a lealdade na tentativa de agradar a dois senhores será culto falso. Mt. 6.24

Adorar significa reverenciar, devotar

Jo 9. 31 – A adoração requer uma constante atenção com a reverência de quem quer agradar a Deus. A piedade e a justiça mostram-se sinônimas de um cristão que entregou plenamente a sua vida a Deus.

A ira de Deus se volta contra a humanidade quando este aspecto é ignorado. Rm. 1. 18-32.

Pratique a justiça, ame a fidelidade. Mq 6.8

Somente a Deus daremos culto!

Adoração e religião

Aquele que afirma que afirma saber cultuar a Deus se preocupara com o conteúdo de Tg 1.26-27. Religião verdadeira não difere de adoração verdadeira.

Adorar significa realizar serviço sacerdotal

No original significava fazer trabalho público, mas pagando sozinho as despesas.

Cristo adorou ao Pai com sua própria vida. Ele é sumo sacerdote santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus Hb 7. 26.

O serviço sacerdotal demonstra cuidado com os necessitados. 2 Co 9.12; Fp 2. 25-30

Quem serve a Deus, serve à igreja e vice-versa. At 13.2.

Fonte: Adoração Bíblica – Russel P. Shedd

Lição 1 – O culto e a adoração que Deus almeja

Queridos, começamos neste último domingo a nossa classe na EBD. Vamos estudar nos próximos seis meses sobre alguns princípios da Adoração. É uma classe aberta para toda a igreja! Segue abaixo o que conversamos neste primeiro encontro. 

O que significa cultuar? Onde Cultuar? Quando Cultuar? Quem são os verdadeiros adoradores?

• Pois nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos pelo Espírito de Deus, que nos gloriamos em Cristo Jesus e não temos confiança alguma na carne. Fp 3.3

• Ritos religiosos, fôrma de culto, regras de comportamento e etc, não são sinônimos de adoração e culto verdadeiro. Mc 7. 6-7.

• O culto no templo com dia e hora marcados foi substituído pelo culto a todo o momento. Jo 4.23 – No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o pai procura.

• O contato real e permanente com Deus tem reflexos claros na vida de quem o cultua. Vida Santa vs “Esquizofrenia Espiritual”. A adoração em espírito e em verdade exige o temor de Deus, o qual deve se fazer acompanhar de religiosidade externa. 2 Co 7.1

• Deus é perfeito em santidade Mt 5. 48, criador e juiz do universo (Tg 4. 12). Devemos-lhe tudo que exalta a sua dignidade. No céu, onde o pecado não existe e a influencia da rebelião do homem não se aproxima, os seres viventes dão incessante “gloria, honra e ações de graças” AP 4:8b-11

O relacionamento diário e contínuo com Deus leva-nos a conhecê-lo mais profundamente, aprendendo sobre o seu caráter e sobre a ação de sua Graça sobre nossas vidas. A maneira como eu adoro deve incentivar meus irmãos a reconhecerem a dignidade de Deus e do Cordeiro (Ap 5 9-12). Jesus Cristo é digno de receber o “poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória e louvor”.

: Adoração Bíblica – Russell Shedd